segunda-feira, 24 de setembro de 2007

espontaneo

as vidas (a minha)
programadas, conduzidas, manipuladas
ao dispor de um grupo
de negrofagos...ratos na mente
desde a nascença á morte
e mesmo depois desta...
mesmo morto, e mesmo assim..individádo
basta estares no mundo dos vivos para isso
proibem-nos até do suicidio
espantoso!!! para quem tem medo de morrer
ignorantes dos sentidos...
ignoram tudo esses perdidos!!!
tomara quando morrer
não os volte a encontrar
vidas presas...acorrentadas
çelas com janelas
janelas que são olhos
coitado do resto de nós
que ao tentar libertar-se esgota-se
parar de forçar, era ter mais tempo para sofrer
a liberdade mesmo curta..merece-nos
há quanto eu sei que assim é!!
tomei das poções,que só perto disto souberam chegar
o fundo é tão baixo..
o baixo tão unido ao cume
o disparate é querer explicar o inventado
o ridiculo é espreitar o caminho..o horizonte
as vidas (a minha)
afuniladas e engarrafadas em estatutos
em profissões, em faculdades
meu ser em luta com a minha mente
não há paz que aquente tanta opressão
demora quanto mais?
a pedra grande..rebolar
levando, esmagando, tirando a merda e repor o natural
o fresco virgem de toda a manha
o que nos vale?
o que nos embala?
nesta amalgama incutida
sobrepondo-se á camada fina do existir
não sei porque insisto..orque não desisto de continuar
creio que é mesmo por isso
deve ser apenas isso..
não é por pensar que respiro
algo independente me comove...me move
e ao inves de me sentir dividido, partido
sou apenas parte do todo
e já ter..não quero..e tambem anseio não ser
as vidas (a minha)
retocadas consoante o modelo, o modelo do molde, o molde sempre igual
não procuro o reflexo ou a imagem
eu vejo tudo o que não se vê
com vagar...vira-se o mundo
e com ele o perceber

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